O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, deixou de analisar o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para realização de uma cirurgia no ombro. O ex-presidente, que está em prisão domiciliar há cerca de um mês, aguarda autorização para o procedimento, mesmo após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.
No despacho mais recente, o foco da decisão foi outro ponto levantado pelos advogados. Moraes solicitou, de forma indireta, a identificação de técnicos responsáveis pela manutenção de um elevador na residência onde Bolsonaro cumpre a medida. A defesa havia indicado a necessidade de manutenção mensal do equipamento, destacando que o serviço deveria ocorrer com equipe especializada e previamente identificada.
Problema de saúde e laudos médicos
Aos 71 anos, Bolsonaro enfrenta uma lesão no manguito rotador, condição que afeta a estabilidade do ombro e costuma provocar dores intensas e limitação de movimentos. O quadro foi detalhado pelo médico Brasil Caiado, responsável pela equipe que acompanha o ex-presidente.
Relatórios enviados ao STF apontam, de forma indireta, que o político apresenta dores frequentes, tanto em repouso quanto durante atividades simples. A recomendação cirúrgica ocorre em meio à recuperação de um quadro recente de broncopneumonia bilateral, que exigiu cuidados médicos intensivos.
Prisão domiciliar e cenário jurídico
A equipe médica indicou melhora no estado geral de saúde, incluindo redução do cansaço e evolução na disposição física. Ainda assim, a necessidade da cirurgia segue em análise, sem decisão definitiva por parte do STF.
Bolsonaro cumpre pena superior a 27 anos por envolvimento em tentativa de golpe de Estado e está em prisão domiciliar desde março. O caso continua gerando debates jurídicos e políticos, especialmente diante da ausência de definição sobre o procedimento cirúrgico.

