O desaparecimento das jovens Stela Dalva Melegari Almeida, de 18 anos, e Letycia Garcia Mendes, de 19, segue cercado de mistério e tem mobilizado a Polícia Civil e familiares em uma busca angustiante por respostas. As duas foram vistas pela última vez após saírem para uma festa em Maringá, no norte do Paraná, e desde então não fizeram mais contato, aumentando a preocupação com o paradeiro delas.
As investigações apontam como principal suspeito Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, que teria sido a última pessoa a ter contato com as jovens. Imagens mostram as duas entrando em uma caminhonete dirigida por ele, o que se tornou peça-chave para a apuração. Segundo a polícia, o homem utilizava um nome falso e possui um mandado de prisão em aberto por roubo, o que reforça as suspeitas em torno de sua participação no caso.
Desaparecimento das primas Stela e Letycia
O desaparecimento foi registrado no último dia 23, mas o último sinal de atividade das jovens ocorreu ainda na madrugada do dia 21 de abril, poucas horas após deixarem suas casas. Desde então, o silêncio tem sido absoluto. A falta de pistas concretas tem levado os investigadores a considerar cenários mais graves, incluindo a possibilidade de que as duas tenham sido vítimas de um crime violento.
Desabafo das mães
O sofrimento das famílias se intensifica a cada dia sem notícias. A mãe de Stela relatou o impacto emocional da situação. “Está difícil. É uma tortura a gente acordar e não ter nenhuma notícia“, disse. Já a mãe de Letycia também expressou o desespero diante da incerteza. “Elas combinaram que iam sair. Falavam que iam para Porto Rico. A gente não sabe o que aconteceu. Estamos desesperados”, afirmou.
Outro elemento que preocupa é o relato de uma amiga das jovens, que afirmou que o suspeito costumava andar armado. “Aonde ele ia, ele sempre estava armado”, contou. A informação reforça o nível de risco envolvido no caso. Enquanto isso, a polícia segue com buscas e pede que qualquer informação sobre o paradeiro do homem seja repassada anonimamente. O caso continua em aberto, cercado de apreensão, e com famílias que aguardam respostas urgentes sobre o destino das jovens.

