A situação do tenente-coronel Geraldo Neto, preso acusado de matar a própria esposa, a soldado Gisele Alves, ganhou novos desdobramentos nesta semana após a Polícia Militar detalhar como tem sido a rotina do oficial dentro do Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. O caso, que já chama atenção pela gravidade das acusações, também levanta questionamentos sobre as condições de custódia de agentes da corporação investigados por crimes.
De acordo com informações oficiais divulgadas na quarta-feira (28), o militar está alocado em uma cela compartilhada com outros três policiais, todos no regime fechado e no estágio inicial de adaptação. A corporação confirmou a situação em nota institucional.
“O interno se encontra alocado na ala voltada aos internos do regime fechado, primeiro estágio, em uma cela com outros três reeducandos”, informou a Polícia Militar. A declaração reforça que o tratamento segue protocolos específicos para agentes detidos.
Tenente-coronel está preso desde março
Preso preventivamente desde o dia 18 de março, o oficial enfrenta uma rotina rígida dentro da unidade. Segundo a PM, ele permanece a maior parte do tempo na cela, com saídas restritas basicamente ao banho de sol, que pode durar até duas horas por dia, além de atendimentos com advogados.
A alimentação inclui três refeições principais — café da manhã, almoço e jantar — e outras duas complementares ao longo do dia, o que configura uma rotina controlada e padronizada dentro do presídio militar.
Investigação da morte de Gisele
O caso segue em investigação e o tenente-coronel responde por feminicídio e fraude processual, já que, segundo o Ministério Público, ele teria tentado simular um suicídio. A morte de Gisele Alves ocorreu dentro do apartamento do casal, no Centro de São Paulo, e desde então o episódio se tornou um dos mais emblemáticos envolvendo membros da Polícia Militar. Enquanto o processo avança, a rotina do acusado no presídio permanece sob regras rígidas e acompanhamento constante das autoridades.

