A Polícia Civil investiga um caso grave de estupro coletivo envolvendo duas crianças, de 7 e 10 anos, no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. O crime aconteceu no dia 21 de abril, mas só foi oficialmente comunicado às autoridades no dia 24 de abril, o que chamou a atenção dos investigadores e gerou questionamentos sobre a demora no registro da ocorrência.
De acordo com informações da própria investigação, o principal motivo para o atraso na denúncia foi o medo enfrentado pelas famílias das vítimas. A situação, segundo autoridades locais, envolvia receio de represálias e também o impacto emocional diante da gravidade dos fatos. O subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, explicou que esse temor acabou influenciando diretamente na decisão inicial dos familiares.
Repercussão do caso contra duas crianças
Enquanto o caso ainda não havia sido formalizado, vídeos dos abusos começaram a circular nas redes sociais, aumentando a comoção na comunidade. A exposição das imagens gerou revolta entre moradores, que passaram a cobrar respostas mais rápidas das autoridades e organizaram um protesto na sexta-feira (1º), pedindo justiça e punição aos envolvidos.
Após o registro do caso, o Conselho Tutelar foi acionado e iniciou o acompanhamento das vítimas e das famílias. As crianças receberam atendimento médico e psicológico, sendo encaminhadas a unidades de referência por meio da rede municipal de proteção. Uma das vítimas foi levada para um local seguro com familiares, enquanto a outra passou a viver com o pai em outro município, também sob monitoramento.
Investigação do crime
As investigações seguem sob responsabilidade do 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, que trabalha para identificar todos os envolvidos e esclarecer completamente o caso. A expectativa é de que novas medidas sejam adotadas nos próximos dias, enquanto a população local segue mobilizada diante da gravidade do crime.

