Padrasto e mãe de menino de 2 anos são presos por abuso e morte da criança

Polícia Civil de Roraima investiga mãe e padrasto pelo falecimento da criança, que apresentava lesões incompatíveis com a versão de queda acidental.

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Um menino de 2 anos faleceu na quinta-feira no bairro Treze de Setembro, localizado na cidade de Boa Vista. A Polícia Civil prendeu a mãe e o padrasto da criança sob a suspeita de envolvimento em atos de violência física e violência sexual. O homem de 33 anos é investigado como o principal autor das agressões, enquanto a genitora responde por suposta omissão no caso que resultou na perda da vida do próprio filho.

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As autoridades de segurança pública foram acionadas após a vítima dar entrada em uma unidade hospitalar da capital roraimense. A equipe médica de plantão constatou múltiplas lesões pelo corpo do paciente, além de sinais evidentes de violência íntima. O delegado Luís Fernando Zucchi informou que os ferimentos observados pelos profissionais de saúde eram incompatíveis com as narrativas apresentadas pelos responsáveis durante o momento do atendimento.

Versões da mãe sobre o menino de 2 anos em Boa Vista

Durante os questionamentos policiais, a mãe apresentou diferentes justificativas para o estado de saúde do filho. Inicialmente, a mulher afirmou que havia jogado a criança para o alto e que ela teria caído no chão. Em um segundo momento, a gestante alterou o relato, declarando que estava deitada em uma rede com o menino quando o tecido se rompeu. Segundo essa narrativa, ela teria caído sobre a vítima, que logo em seguida começou a apresentar dificuldades respiratórias e coloração arroxeada na pele.

As contradições nos depoimentos motivaram a Polícia Civil a realizar diligências técnicas para compreender a dinâmica dos fatos. Os investigadores descobriram que o padrasto também forneceu informações falsas às autoridades. O suspeito declarou que havia passado o dia inteiro em seu local de trabalho, mas o empregador desmentiu a afirmação, confirmando que o funcionário se ausentou de suas atividades profissionais por um período de três horas exatamente na data em que a criança sofreu as agressões.

Decisão judicial para o casal investigado em Roraima

Após a autuação em flagrante, os suspeitos passaram por audiência de custódia no sistema judiciário local. O magistrado determinou a conversão da prisão do padrasto em prisão preventiva, mantendo-o detido durante o andamento do processo. A mãe obteve o direito de responder em liberdade provisória, mediante o cumprimento de medidas cautelares rigorosas. Ela deverá utilizar tornozeleira eletrônica, está proibida de deixar o município por mais de oito dias sem autorização prévia da Justiça e precisa comunicar qualquer alteração de endereço ou número de telefone.