O caso envolvendo o tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de detalhes sobre sua rotina no presídio. Detido preventivamente desde18 de março, o oficial permanece no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo, onde divide cela com outros policiais militares.
A permanência de Neto na unidade foi confirmada pela Polícia Militar, que detalhou aspectos da rotina dos detentos. Segundo a corporação, ele está em um estágio inicial do regime fechado, com restrições mais rígidas de circulação. “O interno se encontra alocado na ala voltada aos internos do regime fechado, primeiro estágio, em uma cela com outros 3 reeducandos”, informa a PM.
Advogado se manifesta
Mesmo com as informações divulgadas, ainda há dúvidas sobre possíveis mudanças na situação do oficial dentro do presídio. O advogado de defesa, Eugênio Malavasi, comentou o assunto ao ser questionado sobre uma eventual progressão de estágio. “Já está subindo de estágio, mas acho que ainda não subiu. Não tenho essa informação concreta”, falou.
Investigação da morte da PM Gisele
O caso segue sob investigação e envolve versões conflitantes. Enquanto o Ministério Público aponta que o crime teria sido motivado por uma tentativa de separação não aceita pelo acusado, a defesa sustenta que a morte foi um suicídio. A divergência mantém o processo em andamento e sob atenção das autoridades.
No presídio, Neto permanece em regime considerado restritivo, com direito a banho de sol e visitas, além de assistência básica. A evolução da situação dele dependerá tanto do andamento judicial quanto de avaliações internas da unidade, enquanto o caso continua gerando repercussão.

