Crianças vítimas de abuso coletivo em SP foram atraídas com convite: ‘vamos soltar pipa…’

Abuso coletivo aconteceu na zona leste da cidade de São Paulo no mês passado.

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A investigação sobre o estupro coletivo de duas crianças na Zona Leste de São Paulo segue em ritmo acelerado, com foco agora na captura do último suspeito ainda foragido. O crime, que ocorreu na madrugada do dia 21 de abril, no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, mobilizou equipes da Polícia Civil e provocou forte comoção na comunidade local.

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Até o momento, cinco envolvidos foram identificados pelas autoridades, sendo quatro adolescentes e um adulto. Três menores já foram apreendidos, enquanto o suspeito maior de idade (foto abaixo) foi localizado e preso no interior da Bahia na sexta-feira (1º). Ele deve ser transferido para São Paulo para prestar depoimento e responder formalmente pelas acusações. Um adolescente, no entanto, segue sendo procurado.

Delegado se manifesta sobre o caso

Segundo os investigadores, a apuração do caso exigiu um trabalho detalhado de reconstrução dos fatos, já que a denúncia demorou a ser feita. “Quando a ocorrência chegou, foi por uma irmã da vítima que não disse sequer onde tinha ocorrido os fatos. Então, foi necessário reconstruir toda a situação”, disse o delegado Júlio Geraldo, responsável pelo caso.

As autoridades também revelaram que as famílias das vítimas deixaram a comunidade por medo, após o crime e a circulação dos vídeos nas redes sociais. “A família saiu com medo lá [da comunidade]. Teve gente que saiu com a roupa do corpo”, disse a delegada. A situação dificultou ainda mais o contato inicial da polícia com as vítimas e atrasou etapas importantes da investigação.

Crianças foram atraídas ao local do crime

Enquanto as buscas continuam, a polícia também trabalha para identificar quem compartilhou as imagens do crime na internet, o que pode agravar ainda mais as penalidades dos envolvidos. De acordo com as autoridades, as crianças foram atraídas ao local do crime. “Eles foram atraídos para esse imóvel porque falaram: ‘vamos soltar pipa, aqui tem uma linha'”, disse a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk.