Preso há mais de um mês, o tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de matar a própria esposa, a soldado Gisele Alves, segue detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. O caso, que ganhou grande repercussão, continua sendo investigado enquanto o oficial aguarda o andamento do processo judicial.
A morte da policial aconteceu na terça-feira (18), dentro do apartamento do casal no Brás. Segundo o Ministério Público, a vítima pretendia se separar, mas o marido não aceitava o fim do relacionamento. A defesa do tenente-coronel sustenta que a morte foi resultado de um suicídio, versão contestada pelas investigações.
Tenente-coronel divide cela
Dentro do presídio, Neto cumpre um regime considerado restritivo, permanecendo a maior parte do tempo em cela compartilhada com outros três policiais militares. A rotina inclui refeições diárias, banho de sol e atendimentos com advogados, seguindo as regras estabelecidas para internos do regime fechado.
A Polícia Militar detalhou parte dessa rotina em nota oficial. “O interno se encontra alocado na ala voltada aos internos do regime fechado, primeiro estágio, em uma cela com outros 3 reeducandos”, informou a corporação. O sistema interno do presídio organiza os detentos por estágios, que determinam o nível de restrição e as atividades permitidas.
Geraldo Neto segue com patente de tenente-coronel
Mesmo com a prisão, o tenente-coronel mantém sua patente, embora sem exercer qualquer autoridade dentro da unidade. O caso segue sob análise da Justiça comum, que também avalia a possibilidade de indenização à família da vítima. A investigação inclui laudos periciais, mensagens e imagens que podem ser determinantes para o desfecho do processo.

