Aos 20 anos recém-completados, Thayane Smith voltou a chamar atenção ao surgir de jaleco, celebrando sua entrada no curso de Biomedicina e o desejo firme de seguir na área de perícia criminal. Amiga de Roberto, ela esteve ao lado do jovem na subida ao pico dias antes do desaparecimento que mobilizou buscas intensas. Agora, sua trajetória ganha novo foco, unindo ciência e investigação.
Vocação para a ciência e a verdade
Determinada, Thayane afirma que pretende atuar na perícia criminal, área que exige precisão, ética e preparo técnico. A escolha, segundo pessoas próximas, reflete seu interesse antigo por análises laboratoriais e pelo papel da ciência na elucidação de casos. A imagem de jaleco simboliza o início de um caminho profissional exigente, mas promissor.
Enquanto isso, Roberto foi encontrado apenas nesta segunda-feira (5), após conseguir chegar por conta própria à base do pico, em uma fazenda em Antonina Cacatu. Ele apresentava escoriações e hematomas depois de caminhar mais de 20 quilômetros em meio à mata.

Relato de sobrevivência impressiona
Em entrevista à CNN, Roberto descreveu dias de incerteza. Sem alimentos, sobreviveu com água de cachoeira, consumida com cautela por não conhecer sua qualidade. Em um dos momentos mais críticos, foi arrastado pela correnteza por cerca de um quilômetro e meio, perdendo os óculos e uma das botas.
O caso teve início no dia 31, quando Roberto e Thayane começaram a subida. Chegaram ao topo na madrugada seguinte e, horas depois, iniciaram a descida com outros grupos. Em determinado ponto, acabaram se separando. A partir daí, o jovem ficou desaparecido até reaparecer dias depois.
Com o desfecho do resgate, a história ganha dois caminhos: o da superação de Roberto e o do futuro de Thayane, que agora se dedica à Biomedicina e à perícia criminal, mirando uma carreira em que a ciência pode fazer justiça.

