A investigação sobre o desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida teve um avanço importante após a Polícia Civil solicitar a quebra de sigilo de dados de aplicativos de mensagem. A medida foi autorizada de forma emergencial e permitiu aos investigadores identificar detalhes relevantes sobre os últimos momentos antes do sumiço das jovens, visto pela última vez na madrugada de segunda-feira (21).
Com acesso aos registros, os policiais conseguiram estabelecer um marco temporal importante na linha do tempo do caso. Foi constatado que Sttela se conectou pela última vez ao WhatsApp por volta das 3h17 do dia 21 de abril. A informação ajudou a delimitar o período em que as jovens ainda estavam com acesso ao celular, antes de desaparecerem completamente.
Investigações do desaparecimento das primas
Além disso, a análise dos dados também contribuiu para reforçar a cronologia já construída com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos. As investigações indicam que as primas saíram de Cianorte na noite de domingo (20), passaram por Jussara e seguiram viagem pela rodovia PR-323. Depois disso, não houve mais registros confiáveis de localização.
Outro ponto relevante levantado a partir da quebra de sigilo foi a atividade do principal suspeito, Clayton Antonio da Silva Cruz. Segundo a polícia, ele também teve registros de conexão posteriores, o que pode ajudar a rastrear sua movimentação. Ainda assim, o homem segue foragido e é considerado peça central para esclarecer o caso.
Perguntas sem respostas
Mesmo com o avanço tecnológico na investigação, muitas perguntas continuam sem resposta. A polícia trabalha com a hipótese de duplo homicídio, mas ainda não há confirmação oficial, já que nenhum corpo foi localizado. O caso segue sob sigilo, e novas diligências devem ocorrer nos próximos dias na tentativa de esclarecer o destino das jovens.

