O desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, segue mobilizando as forças de segurança do Paraná e ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. As jovens foram vistas pela última vez na madrugada de segunda-feira (21), após saírem de Cianorte em uma caminhonete com o principal suspeito, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, que continua foragido. A investigação, que inicialmente tratava o caso como desaparecimento, passou a considerar a hipótese de duplo homicídio.
Diante da repercussão e do avanço das diligências, o delegado responsável pelo caso, Luis Fernando Alves Silva, falou publicamente sobre as novas informações recebidas pelas equipes. Ele destacou que diversas denúncias anônimas têm chegado às autoridades e que todas estão sendo analisadas com cautela. “Muitas informações chegaram por fontes anônimas e nós estamos filtrando essas informações”, disse. A fala reforça o cenário de incerteza e a complexidade do caso.
Delegado fala sobre investigação
Segundo o delegado, as equipes trabalham em diferentes frentes para tentar localizar tanto as jovens quanto o suspeito. Novas áreas foram mapeadas e estão sendo alvo de buscas, especialmente em regiões rurais do noroeste do estado. “Nós estamos checando e mobilizando toda a força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública, para que a gente possa fazer as buscas e a localização do suspeito”, afirmou. A estratégia envolve inteligência policial, cruzamento de dados e apoio da população.
Suspeito usava nome falso
As investigações apontam que Clayton utilizava um nome falso, se apresentando como “Davi”, e já era procurado pela Justiça por roubo. Ele teria convidado as jovens para uma suposta festa, mas, desde então, não há confirmação sobre o destino final do trio. A polícia também trabalha para entender por que o suspeito retornou sozinho a Cianorte dias depois e, em seguida, desapareceu novamente, desta vez sem celular.
Enquanto isso, familiares vivem dias de angústia sem respostas concretas. A polícia mantém o caso sob sigilo para não comprometer as apurações, mas reforça a importância da colaboração popular. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais, e qualquer detalhe pode ser fundamental para esclarecer o que aconteceu com Sttela e Letycia.

