Filho de inspetora se despede da mãe por videochamada após tragédia em escola

Sepultamento foi marcado por forte emoção e participação do filho mais velho à distância, que não conseguiu chegar a tempo.

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A despedida da inspetora Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, foi marcada por forte emoção em Rio Branco, no Acre. O sepultamento ocorreu nesta quarta-feira (06) e teve um detalhe que mexeu com quem acompanhou a cerimônia: o filho mais velho da educadora participou do enterro por videochamada, já que não conseguiu chegar a tempo à capital acreana.

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Familiares contaram que o rapaz mora fora do estado e enfrentou dificuldades para embarcar. Conhecida no bairro como “Tia Zena”, Alzenir deixou dois filhos e seis netos, com o sétimo a caminho. O enterro aconteceu sob forte comoção no Cemitério São João Batista, com presença de amigos, vizinhos e colegas de trabalho que destacaram o carinho da inspetora com os alunos.

Como o filho de Alzenir Pereira acompanhou o enterro à distância

Sem conseguir voo a tempo, o filho mais velho recorreu à videochamada para se despedir. As imagens mostram a tela do celular sendo segurada por um parente próximo ao caixão, enquanto ele acompanhava do outro lado, em prantos. O registro viralizou nas redes sociais e provocou uma onda de mensagens de solidariedade à família da inspetora, com colegas de profissão dividindo lembranças do convívio diário.

A sobrinha e afilhada da vítima foi quem confirmou a participação do filho à distância. Ela explicou que toda a família tentou ajudar para que ele conseguisse embarcar, mas o tempo não foi suficiente. A despedida pela tela do celular acabou sendo o jeito encontrado para que ele estivesse presente, ainda que a quilômetros de distância da mãe.

O que se sabe sobre o ataque no Instituto São José

Alzenir trabalhava no Instituto São José, onde foi atingida durante um ataque a tiros nesta semana. Relatos de sobreviventes apontam que alunos do turno da tarde se jogaram no chão e improvisaram barricadas com cadeiras assim que ouviram os disparos. Segundo as autoridades, os tiros aconteceram em um corredor que dá acesso à sala da diretoria, o que impediu que o suspeito alcançasse as salas de aula. A apuração segue para esclarecer a motivação e eventuais responsabilidades.