O desaparecimento das primas Stela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, completou 17 dias nesta quinta-feira (7) e segue cercado de mistério no interior do Paraná. A Polícia Civil intensificou as buscas pelas jovens, que saíram de Cianorte no domingo (20) de abril com destino a uma festa em Maringá e nunca mais foram vistas.
O principal suspeito do caso é Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, considerado foragido da Justiça e alvo de uma prisão temporária decretada pela Justiça paranaense. Nos últimos dias, investigadores passaram a trabalhar com novas informações sobre a movimentação do suspeito após o desaparecimento das jovens.
Suspeito usava nome falso
Segundo a polícia, Clayton utilizava o nome falso de Davi, dirigia um veículo clonado e já possui condenação anterior por roubo. A principal linha investigativa agora considera a possibilidade de sequestro, cárcere privado e até um possível duplo homicídio, embora os corpos das jovens ainda não tenham sido localizados.
Delegado dá detalhes sobre atitude do suspeito
O delegado Luis Fernando Alves revelou novos detalhes sobre o deslocamento do suspeito após as primas desaparecerem. “Ele volta pra Cianorte, segundo a identificação de testemunhas, a pé, chega a pé no local, pega a moto dele, uma Falcon, no dia 23 e sai de Cianorte”, afirmou. A polícia também informou que existe um registro de passagem do suspeito por Maringá no dia seguinte ao retorno dele à cidade.
As famílias seguem vivendo dias de angústia diante da falta de respostas sobre o paradeiro das jovens. A mãe de Letycia, Maria da Penha Lima, contou que começou a desconfiar de algo errado ao perceber que a filha não aparecia mais online nas redes sociais desde a saída para a suposta festa. Já Ana Melegari, mãe de Stela, relatou que a família se desesperou conforme os dias passavam sem notícias.

