O cantor Ed Motta foi intimado pela Polícia Civil para prestar depoimento sobre a confusão registrada em um restaurante no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A notificação foi entregue nesta quinta-feira (7) na residência do artista e recebida por sua esposa, Edna, que informou aos agentes que o cantor está viajando.
O depoimento ficou marcado para a próxima terça-feira (12), na 15ª Delegacia de Polícia, na Gávea. A ocorrência envolvendo o músico aconteceu na madrugada de sábado (2), no Restaurante Grado, e foi registrada inicialmente como lesão corporal. Além de Ed Motta, o empresário Diogo Coutinho do Couto, que o acompanhava, também deverá depor.
Ed Motta admite descontrole após cobrança de taxa
Em entrevista, Ed Motta reconheceu que se exaltou no estabelecimento depois da cobrança de taxa de rolha, valor pago por clientes que levam bebida própria. “Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada. Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais”, declarou.
Segundo testemunhas, antes de deixar o restaurante o cantor teria arremessado uma cadeira que acabou atingindo de leve um funcionário. Já os donos do estabelecimento afirmaram que um cliente ficou ferido ao ser atingido por uma garrafa de vinho na cabeça, durante a confusão que ocorreu logo depois da saída do artista.
Ed Motta nega ataque e relata ofensas envolvendo amigos
Ed Motta sustenta que já havia deixado o local quando o desentendimento entre os amigos e os clientes da mesa vizinha evoluiu para troca de agressões. O cantor afirmou ainda que houve insultos homofóbicos contra um amigo e xenofóbicos contra outro. As câmeras do restaurante devem ser analisadas pela polícia para esclarecer cada momento da briga.

