Jovem grávida agredida pela patroa detalhou o horror que viveu: ‘foram tapas, socos e murros’

A jovem de 19 anos trabalhava 10 horas por dia com apenas 30 minutos de pausa.

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A jovem de 19 anos que denunciou agressões cometidas pela empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos afirmou à Polícia Civil que enfrentava uma rotina intensa de trabalho na residência da patroa, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

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Segundo o depoimento prestado na quarta-feira (6), ela trabalhava quase dez horas por dia e tinha apenas 30 minutos de pausa durante a jornada. A vítima está grávida de cinco meses e disse que acumulava diversas funções dentro da casa. O caso veio à tona depois dos áudios de Carolina falando sobre a agressão. Presa, ela pede perícia dos áudios.

Rotina de trabalho da doméstica agredida

De acordo com a doméstica, ela foi contratada no início de abril após conversar com a empresária por aplicativo de mensagens. A jovem contou que começou a trabalhar sem sequer combinar salário previamente. Segundo o relato, a rotina incluía limpar a residência, cozinhar, lavar roupas, passar peças e ainda cuidar do filho de seis anos da patroa.

O expediente ocorria de segunda-feira a sábado, das 9h às 19h, praticamente sem descanso ao longo do dia. A vítima afirmou ainda que recebeu apenas R$ 750 por pouco mais de duas semanas de serviço. Segundo o depoimento, os pagamentos eram feitos de maneira fracionada e em contas de terceiros, nunca diretamente em nome da empresária.

Jovem agredida detalhou agressões

A polícia também investiga as condições de trabalho relatadas pela jovem e as acusações de ameaças e violência física que teriam ocorrido após a patroa suspeitar do desaparecimento de um anel. “Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam”, disse a jovem em depoimento.