Novos detalhes revelados nas investigações envolvendo o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto trouxeram à tona uma situação delicada que antecedeu a morte da soldado Gisele Alves Santana, em São Paulo.
Segundo documentos entregues à Corregedoria da PM, Gisele chegou a procurar a colega de corporação Rariane Generoso após desconfiar das atitudes do marido, sem imaginar que a policial vinha sendo alvo de assédio constante por parte dele. As mensagens analisadas pela investigação mostram que o oficial insistiu durante meses em tentar iniciar um relacionamento com a subordinada, mesmo sendo casado.
Mensagens de Geraldo Neto para policial
As conversas obtidas pela investigação apontam que Geraldo Neto enviava mensagens frequentes para Rariane entre junho de 2025 e março de 2026. Em uma delas, o tenente-coronel chegou a perguntar diretamente se ela queria namorar com ele.
Em outra mensagem, escreveu frases íntimas e insistentes. “Não vejo a hora de te dar um beijo bem gostoso nessa sua boca deliciosa”, afirmou. A soldado, porém, deixou claro diversas vezes que não tinha interesse em qualquer envolvimento amoroso.

Gisele procurou policial
Segundo o relato apresentado à Corregedoria, Gisele teria procurado Rariane nas redes sociais após desconfiar das movimentações do marido. “Sua esposa perguntou se alguma vez você tentou alguma coisa comigo”, disse Rariane. Ela disse a Gisele que não.
As investigações também apontam que Geraldo Neto extrapolou o ambiente profissional. De acordo com a denúncia, ele descobriu o endereço da subordinada e chegou a ir até o condomínio dela levando flores. O tenente-coronel segue preso e será julgado pela morte de Gisele.

