A defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa também protocolou nesta semana um pedido de absolvição sumária no processo que investiga a morte da soldado Gisele Alves Santana. O requerimento foi apresentado pelo advogado Eugênio Malavasi, responsável pela defesa do policial militar acusado de feminicídio.
A absolvição sumária acontece quando a Justiça entende, ainda no início da ação penal, que não existem provas suficientes para manter o réu respondendo ao processo criminal. Nessa situação, o acusado pode ser absolvido antes mesmo do julgamento final, sem necessidade de levar o caso ao Tribunal do Júri.
Defesa de Geraldo Neto aponta supostas inconsistências na investigação
Os advogados de Geraldo Neto sustentam que existem inconsistências na investigação e contestam diversos elementos usados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público para incriminar o oficial. Entre os pontos questionados estão os laudos periciais e as conclusões sobre as marcas encontradas no corpo da vítima após a exumação realizada durante o inquérito.
O caso ganhou grande repercussão após o Ministério Público afirmar que Gisele Alves Santana foi assassinada pelo marido dentro do apartamento onde o casal vivia, na região central de São Paulo. A investigação aponta que o tenente-coronel teria tentado alterar a cena do crime para simular um suicídio, hipótese negada pela defesa desde o início do processo.
Tenente-coronel permanece na prisão
Enquanto aguarda a decisão da Justiça sobre o pedido de absolvição sumária, Geraldo Neto permanece preso preventivamente. O caso segue em tramitação e novas perícias ainda podem ser anexadas ao processo nos próximos meses, já que tanto a acusação quanto a defesa continuam apresentando questionamentos técnicos sobre a investigação da morte da soldado da Polícia Militar.

