Foi isso que primas receberam antes de desaparecerem no Paraná

Desaparecimentos de Letycia e de Stella estão prestes a completar 20 dias.

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O desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida continua cercado de mistério e mobilizando forças de segurança no Paraná. As duas jovens de 18 anos sumiram após receberem e aceitarem um convite para uma festa feito por Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido também pelo apelido de Dog Dog. O homem está foragido e é apontado pela Polícia Civil como principal suspeito do caso.

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Segundo as investigações, as primas saíram de Cianorte na noite de 20 de abril em uma caminhonete preta junto com Clayton. Uma amiga das jovens contou em depoimento que também havia sido convidada para a festa em Porto Rico, mas desistiu de participar. Letycia e Sttela aceitaram o convite e seguiram viagem com o suspeito. A polícia acredita que apenas Letycia conhecia o homem anteriormente e já havia saído com ele em outras ocasiões.

Polícia montou linha cronológica

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a montar uma linha cronológica do desaparecimento. Pouco depois de deixar Cianorte, o veículo foi flagrado entrando em Jussara, cidade onde Sttela morava com a mãe. A jovem foi até a residência apenas para buscar uma mochila antes de continuar a viagem. Minutos depois, ela publicou uma foto nas redes sociais mostrando uma garrafa de uísque dentro da caminhonete. “Qual será o nosso destino KKKK”, escreveu.

Último registro de Stella e Letycia

As investigações apontam que o último registro das jovens aconteceu já na madrugada de 21 de abril, próximo ao trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança. Depois disso, Sttela ainda ficou conectada à internet até às 3h17, segundo informações obtidas após quebra de sigilo telefônico autorizada pela Justiça. Já Clayton teria acessado a internet pela última vez às 9h de 23 de abril, antes de desaparecer.

A principal linha de investigação da Polícia Civil é de duplo homicídio, embora os crimes de sequestro e cárcere privado também sejam analisados. A Justiça decretou a prisão temporária do suspeito, que utilizava nome falso e já era procurado por roubo. Equipes seguem realizando buscas e analisando provas para esclarecer o que aconteceu com as primas. O caso tem provocado forte comoção no estado e mobilizado familiares que continuam em busca de respostas sobre o paradeiro das jovens.