Durante o lançamento do programa Brasil contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter dito ao presidente Donald Trump que parte das armas apreendidas pelas forças de segurança brasileiras tem origem nos Estados Unidos. Segundo Lula, a declaração teve o objetivo de mostrar que o problema do crime organizado não está apenas no Brasil.
O presidente também declarou que comentou com Trump sobre a existência de lavagem de dinheiro envolvendo brasileiros no estado de Delaware. Lula ressaltou que o governo brasileiro trabalha em propostas para asfixiar financeiramente organizações criminosas e reforçou que o combate precisa ocorrer de forma conjunta entre os países.
Lula cobra entrega de brasileiros investigados nos EUA
No discurso, Lula afirmou ter pedido ao governo americano a extradição de criminosos brasileiros que vivem em Miami. O presidente citou o empresário Ricardo Andrade Magro, ligado ao Grupo Refit, apontado por autoridades como um dos maiores devedores de ICMS do país. Lula disse que o empresário estaria entre “os grandes chefes do crime organizado do País” e lembrou que embarcações ligadas ao grupo já foram apreendidas pela Receita Federal.
O Grupo Refit, alvo de operações da Polícia Civil, Receita Federal e Ministério Público, já declarou anteriormente que todos os tributos estão devidamente declarados e negou irregularidades fiscais. As investigações apontam suspeitas de sonegação bilionária envolvendo operações da empresa.
Lula critica soltura de presos e manda recado ao Judiciário
O presidente também repercutiu reclamações de governadores e policiais sobre decisões judiciais que acabam soltando suspeitos pouco tempo após as prisões. Lula afirmou que pretende discutir o tema com o Conselho Nacional de Justiça e outras instituições para buscar soluções. Segundo ele, há preocupação crescente com casos em que criminosos presos acabam rapidamente liberados pelo sistema judicial.

