A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte do menino Kratos Douglas, de 11 anos, encontrado sem vida dentro de casa no bairro do Itaim Paulista, Zona Leste da capital. O caso ganhou enorme repercussão após a descoberta de que a criança era mantida acorrentada pelo próprio pai.
Segundo os investigadores, o garoto apresentava diversos sinais de violência física e vivia em condições degradantes dentro da residência, onde também moravam a madrasta e a avó paterna. O pai da vítima, Chris Douglas, foi preso após admitir em depoimento que prendia o filho ao pé da cama usando uma corrente de metal.
Pai explicou por que acorrentava o filho
Segundo ele, o objetivo seria evitar que o menino fugisse de casa. A justificativa foi apresentada à polícia depois que equipes do SAMU e da Polícia Militar chegaram ao imóvel e encontraram Kratos morto no chão do quarto. A médica responsável pelo atendimento identificou hematomas, roxos e outros indícios de maus-tratos pelo corpo da criança.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 50º Distrito Policial, a perícia apreendeu a corrente usada para prender o garoto e também objetos eletrônicos encontrados na residência. A polícia agora tenta descobrir se a criança era submetida a agressões constantes e há quanto tempo vivia naquela situação. A madrasta e a avó confirmaram que tinham conhecimento das correntes e disseram que o menino já estava debilitado antes da morte.
Pai foi preso e polícia segue investigação
As investigações também apontam que outras duas crianças moravam no imóvel. Uma adolescente de 12 anos e um menino menor de idade conviviam na mesma casa. Os investigadores querem saber se eles também sofreram algum tipo de violência ou testemunharam os maus-tratos contra Kratos. A polícia avalia ainda o comportamento dos adultos da residência e analisa possíveis omissões diante da situação enfrentada pelo garoto.
Na terça-feira (12), a Justiça determinou a prisão preventiva de Chris Douglas pelo crime de tortura qualificada pela morte da vítima. A autoridade policial destacou no pedido que o menino foi submetido a intenso sofrimento físico e mental. Até a última atualização do caso, a defesa do pai não havia sido localizada.

