A morte do menino Kratos Douglas, de 11 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil como um caso de tortura seguida de morte. A criança foi encontrada sem vida dentro de uma casa no bairro do Itaim Paulista, Zona Leste de São Paulo, onde morava com o pai, a madrasta e a avó paterna. Segundo a polícia, o garoto era mantido acorrentado dentro do imóvel e apresentava diversas marcas de agressão pelo corpo.
O caso começou a ser investigado após uma chamada feita ao SAMU relatando que uma criança passava mal dentro da residência. Quando os socorristas chegaram ao local, Kratos já estava morto. Os profissionais encontraram o menino no chão do quarto e identificaram sinais físicos considerados incompatíveis com uma morte natural. A Polícia Militar foi acionada logo em seguida e isolou a área para o trabalho da perícia.
Detalhes do que acontecia com o menino são revelados
O boletim de ocorrência registrado no 50º Distrito Policial descreve um cenário alarmante. “Diversos sinais compatíveis com maus-tratos, consistentes em hematomas nos braços, mãos e pernas, roxeamento nas extremidades e espuma na boca”, diz o documento. Os peritos apreenderam a corrente usada para prender a criança e também objetos eletrônicos que podem ajudar a reconstruir a rotina da casa.
Pai de Kratos admitiu que o mantinha acorrentado
Durante o depoimento às autoridades, o pai da vítima admitiu que mantinha o filho acorrentado para impedir fugas. A madrasta e a avó paterna também confirmaram que sabiam da situação. Segundo a investigação, o menino já apresentava ferimentos e estava debilitado antes de morrer. A polícia agora tenta identificar se havia agressões frequentes dentro da residência e se outras pessoas participaram ou se omitiram diante dos abusos.
A Justiça de São Paulo determinou nesta terça-feira (12) a prisão preventiva do pai da criança. O homem responderá por tortura qualificada pelo resultado morte. O caso gerou forte comoção e revolta nas redes sociais, principalmente pela gravidade das informações reveladas pela investigação. As autoridades seguem ouvindo testemunhas e aguardam laudos periciais para esclarecer exatamente como ocorreu a morte do garoto.

