Polícia conta como homem matou ex depois de viajar dois mil quilômetros

Homem viaja dois mil quilômetros para tirar a vida da ex em caso que ocorreu na Bahia.

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A investigação sobre o assassinato de uma jovem no Paraná ganhou novos desdobramentos após a polícia revelar que o suspeito, Natan de Souza Brito, tinha uma cópia da chave da casa da vítima. O caso, tratado como feminicídio, causou forte repercussão pela forma como o crime foi planejado. Segundo as autoridades, o homem teria viajado da Bahia até o interior paranaense decidido a cometer o assassinato após descobrir que a ex-companheira, Thainara Cavalcante, de 28 anos, estava em um novo relacionamento.

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De acordo com a Polícia Civil, o suspeito usou a chave para entrar no imóvel da vítima durante a madrugada, depois de pular o muro da residência. A jovem foi atacada dentro da própria casa em Terra Roxa, no oeste do Paraná. As investigações apontam que o homem não aceitava o fim do relacionamento, encerrado havia cerca de cinco meses, e monitorava a rotina da ex-companheira pelas redes sociais.

Assassinato na Bahia

Ainda segundo os investigadores, o acusado conseguiu descobrir que a vítima estava namorando novamente após invadir suas contas nas redes sociais. A partir disso, ele teria decidido viajar quase dois mil quilômetros entre a Bahia e o Paraná para cometer o crime. Após o assassinato, o homem deixou o local sem levantar suspeitas e seguiu até a cidade de Toledo.

A polícia informou que, depois do crime, o suspeito tomou banho, trocou de roupa e procurou uma delegacia para se entregar. Em depoimento, ele confessou o feminicídio e acabou preso em flagrante. Até o momento, a defesa do acusado não havia sido oficialmente apresentada no processo. O caso segue sendo investigado pelas autoridades paranaenses.

Violência contra mulher

A morte da jovem reacendeu debates sobre violência contra a mulher e perseguição após o término de relacionamentos. Especialistas alertam para sinais de comportamento obsessivo e controle excessivo, principalmente quando há invasão de privacidade e monitoramento digital. O caso gerou comoção nas redes sociais e mobilizou moradores da região, que cobram justiça e punição rigorosa para o responsável pelo crime.