Mãe e filha estão entre vítimas de tragédia em mergulho nas Maldivas

No total, cinco mergulhadores morreram na exploração de cavernas marítimas em área de risco.

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As autoridades das Maldivas confirmaram nesta segunda-feira (18) a recuperação dos corpos dos quatro mergulhadores italianos que ainda estavam desaparecidos após um grave acidente submarino registrado na semana passada no Atol de Vaavu, no Oceano Índico.

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O caso ganhou repercussão internacional por envolver um grupo experiente de mergulhadores que explorava cavernas marítimas em uma área considerada extremamente perigosa. Entre as vítimas estavam mãe e filha, o que aumentou ainda mais a comoção em torno da tragédia.

Mãe professora e filha biomédica morreram

As italianas Monica Montefalcone e Giorgia Sommacal morreram durante a expedição subaquática. Monica era professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova, enquanto Giorgia cursava Engenharia Biomédica.

Também morreram a pesquisadora Muriel Oddenino di Poirino, o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri, recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia. O corpo de Benedetti já havia sido localizado na quinta-feira (14), enquanto os demais foram encontrados após uma operação considerada de altíssimo risco.

Local do acidente

Segundo as autoridades locais, a região onde ocorreu o acidente reúne túneis naturais, cavernas profundas e fortes correntes oceânicas. O porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, explicou a complexidade do local. “A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, afirmou. O resgate só foi possível após mergulhadores finlandeses especializados em cavernas se juntarem às equipes locais.

Sexta morte na operação de resgate

Além das cinco mortes do grupo italiano, um militar das Maldivas que participava das buscas também morreu durante a operação de resgate. O sargento-mor Mohamed Mahudhee sofreu problemas relacionados à descompressão no sábado (16). O episódio passou a ser tratado pelas autoridades locais como o pior acidente de mergulho já registrado no país, aumentando o debate sobre segurança em expedições subaquáticas em áreas consideradas extremas.