O Tribunal de Justiça de Goiás determinou que o Hospital São Sebastião de Inhumas pague R$ 1 milhão em indenizações às famílias de dois meninos que foram trocados logo após o nascimento, em 2021. A decisão, divulgada na última segunda-feira (18), reconheceu a gravidade do erro cometido pela unidade hospitalar e o impacto causado na vida das famílias, que passaram quase quatro anos criando os filhos biológicos um do outro sem saber da troca.
Segundo a sentença, cada um dos quatro pais envolvidos receberá R$ 250 mil por danos morais. Além disso, o hospital também deverá reembolsar R$ 880 gastos pelas famílias na realização dos exames de DNA que comprovaram a troca dos bebês.
Mais sobre o caso
O caso ganhou repercussão após a Justiça considerar que houve falha grave na prestação do serviço médico e violação dos direitos familiares. A descoberta aconteceu após Cláudio Alves decidir fazer um teste de DNA para confirmar a paternidade do menino que criava com a esposa, Yasmin Kessia da Silva.
O resultado negativo levantou suspeitas, levando Yasmin a também realizar o exame. O segundo laudo confirmou que a criança não possuía vínculo genético com nenhum dos dois. A partir daí, o casal iniciou uma investigação até encontrar outra família que esteve na mesma maternidade no dia do parto.
Exames comprovaram a troca dos bebês
Novos exames comprovaram que os bebês haviam sido trocados ainda na maternidade. Desde então, a Justiça passou a organizar a adaptação das crianças às famílias biológicas de forma gradual, buscando minimizar impactos emocionais. O processo incluiu convivência compartilhada entre os pais e atualização das certidões de nascimento, que agora reconhecem oficialmente os vínculos biológicos dos dois meninos.
