Vai acabar? Lula se pronuncia sobre futuro do Pix e esclarece rumores

Lula defende Pix, cita pressão dos EUA e diz que sistema brasileiro incomoda rivais.

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Durante um evento realizado em Catalão, Goiás, nesta última terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a superioridade do Pix em relação aos sistemas de pagamento dos Estados Unidos. Ao levantar um cartaz com a frase “O Pix é do Brasil”, o mandatário defendeu a tecnologia nacional e argumentou que a eficiência e a gratuidade da ferramenta geram inquietação no governo de Donald Trump.

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Na visão de Lula, o receio americano se justifica, pois o Pix tende a substituir as operadoras de cartão de crédito que atuam no mercado brasileiro, justamente por ser um serviço público e sem custos para o usuário. Essa declaração ocorre em um cenário de pressão, visto que, nesta semana, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos voltou a criticar o sistema do Banco Central, alegando que ele prejudica os interesses de companhias americanas como Visa, MasterCard e WhatsApp Pay.

Além de exaltar a tecnologia brasileira, o presidente aproveitou a ocasião para reiterar suas críticas à diplomacia conduzida por Washington, mencionando especificamente o secretário de Estado, Marco Rubio.

Lula elogia modelo do Pix

Mantendo sua postura direta sobre o tema, o presidente brasileiro resumiu a situação ao declarar que o sistema de pagamentos local causa temor aos americanos. Durante sua fala, Lula revelou ainda que chegou a sugerir pessoalmente ao mandatário dos Estados Unidos a implementação de um modelo semelhante ao Pix no território norte-americano.

Conflitos com os Estados Unidos

As recentes declarações de Lula surgiram como um desdobramento do relatório divulgado pelo USTR na noite de segunda-feira, fruto de uma investigação aberta pelo governo de Donald Trump há um ano sob a alegação de práticas comerciais desleais por parte do Brasil.

O documento propõe a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, colocando o governo e as empresas afetadas diante de um prazo até o dia 15 de julho para apresentarem suas defesas. Conforme noticiado pelo portal iG, após essa data, os Estados Unidos estarão autorizados a implementar medidas punitivas contra o país.