Flávio Bolsonaro destaca diferenças geracionais e fala o que pensa: ‘Meu pai é…’

Em evento voltado ao público feminino, senador reconhece dificuldades de comunicação do bolsonarismo e promete mudança de postura.

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Durante participação no evento “Brasil de Ideias Mulher – Especial Eleição”, promovido pelo Grupo Voto, o pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, indicou que a definição do nome para compor sua chapa ainda depende do calendário eleitoral, mas antecipou uma característica que pretende priorizar: o vice deverá ser uma mulher. Diante de uma plateia formada majoritariamente por mulheres, o senador afirmou que busca alguém preparada e que agregue equilíbrio político ao projeto eleitoral.

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Segundo Flávio, o prazo para oficializar a escolha vai até 14 de agosto. Ao comentar o perfil desejado para o cargo, declarou: “O prazo é até 14 de agosto. O que posso falar é que o perfil é de alguém que complemente a nossa chapa, uma pessoa preparada e de bem interessada, uma mulher”.

Comunicação com mulheres entra no centro do debate

Na etapa de perguntas e respostas, uma participante questionou quais ações concretas o governo Bolsonaro teria realizado em benefício das mulheres e observou que a comunicação nunca foi um ponto forte da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao responder, Flávio concordou com a avaliação e afirmou que o problema não ficou restrito ao público feminino, mas atingiu a comunicação do governo de maneira geral. Na explicação apresentada ao público, destacou diferenças geracionais entre ele e o pai e declarou: “Meu pai é de uma outra geração, é mais rústico”.

Estratégia eleitoral busca reposicionar imagem

Na sequência, o senador reforçou que pertence a uma geração diferente, mencionou ser pai de duas filhas e afirmou que faria o necessário para protegê-las. Também destacou que mantém postura aberta ao diálogo e à comunicação em diferentes ambientes, incluindo o relacionamento com jornalistas.

A sinalização sobre uma vice mulher e o reconhecimento de falhas na comunicação aparecem como movimentos de reposicionamento político em busca de ampliar o alcance do discurso junto ao eleitorado feminino em meio ao cenário pré-eleitoral.