Na corrida pelo hexacampeonato, a Seleção Brasileira decidiu reforçar uma área que por anos ficou fora da estrutura principal: o cuidado psicológico dos atletas. Pela primeira vez desde a Copa do Mundo de 2014, a comissão técnica voltou a contar com uma profissional especializada em saúde mental, em uma medida impulsionada pela CBF diante do cenário de pressão extrema vivido pelos jogadores.
A mudança acontece em um contexto em que o futebol passou a lidar não apenas com questões físicas e táticas, mas também com fatores emocionais intensificados pela exposição digital, cobranças constantes por resultados e impacto de disputar um torneio acompanhado por milhões de torcedores em todo o planeta. Nos bastidores da preparação realizada nos Estados Unidos, o trabalho psicológico ganhou espaço semelhante ao de setores tradicionais.
Após anos fora da comissão, psicologia esportiva volta ao centro da preparação
A responsável pelo acompanhamento é Marisa Santiago, especialista em Psicologia do Esporte e integrante dos trabalhos da CBF desde 2024. A última experiência semelhante ocorreu em 2014, quando Regina Brandão participou da comissão liderada por Luiz Felipe Scolari durante o Mundial.
Após aquele ciclo, o suporte psicológico deixou de integrar a estrutura fixa da seleção principal. Durante as passagens de Tite em 2018 e 2022, o entendimento era de que o curto período de convivência entre atletas e profissionais da área dificultaria a construção de vínculos suficientemente sólidos para gerar impacto direto no desempenho.
Ancelotti aponta equilíbrio emocional como arma para conquistar o hexa
Com o retorno da psicologia esportiva, a expectativa é ampliar o suporte emocional e desenvolver estratégias para lidar com tensão, expectativa e pressão competitiva. Em entrevista coletiva, Carlo Ancelotti destacou que manter o equilíbrio mental pode ser tão decisivo quanto a preparação técnica dentro de uma Copa do Mundo, refletindo uma tendência crescente no futebol de alto rendimento.
