Passado um mês da detenção de Deolane Bezerra, a delegada Maria Corsato, que conduz uma das apurações envolvendo a influenciadora, comentou detalhes de uma operação de busca e apreensão realizada na residência dela. Em entrevista ao podcast Café com Pires, a autoridade relatou que sua prioridade durante a ação foi proteger a filha de Deolane, Valentina, garantindo que a presença policial no local fosse a mais discreta possível para a criança.
A delegada explicou que organizou a logística para que a menina fosse retirada do ambiente antes que qualquer equipe entrasse no cômodo em que ela estava. Ao descrever os itens apreendidos na casa, a delegada revelou que não foram encontrados valores em espécie e que os relógios e joias localizados eram falsificações, embora tenham sido levados para perícia mesmo assim, junto com um computador e o celular da investigada.
Delegada confirma apreensão de bens
Maria Corsato ressaltou que todo o procedimento seguiu os trâmites legais, com os objetos dispostos sobre uma mesa e devidamente filmados na presença de Deolane, que assinou a documentação necessária. Por fim, a oficial mencionou que uma segunda diligência foi realizada posteriormente, ocasião em que os veículos da influenciadora foram apreendidos.
O que os advogados de Deolane fizeram?
No mesmo podcast, a delegada Maria Corsato compartilhou detalhes sobre o confronto jurídico que teve com a advogada de Deolane, Adélia Soares, logo após a detenção. Segundo o relato, a defensora questionou a legalidade da operação, argumentando que os policiais de São Paulo não poderiam cumprir mandados em Barueri sem um documento formal adicional, chamado de ‘cumpra-se’.
Corsato explicou que respondeu à advogada apresentando a autorização via e-mail concedida pelo juiz daquela jurisdição. Mesmo diante da comprovação digital, a advogada insistiu que a ação era ilegal por não ter sido redigida fisicamente pelo magistrado de Barueri, ao que a delegada respondeu sugerindo que a profissional tomasse as medidas judiciais que julgasse necessárias.
A delegada descreveu ainda que, durante o encontro na delegacia, a advogada permaneceu por três horas discutindo o caso em sua presença. Por fim, demonstrando respeito às prerrogativas da advocacia, Maria Corsato encerrou a reunião e negou o pedido da defesa para a devolução imediata do veículo que havia sido apreendido durante a operação.
