Pesquisadora que morreu em queda de avião atuava no Pantanal há duas décadas

Henrique Martin, piloto da aeronave, também perdeu a vida e o caso está sendo investigado.

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O Corpo de Bombeiros confirmou a identidade das duas vítimas fatais da queda de uma aeronave ocorrida em Campo Grande na manhã da última sexta-feira (3). Entre as vítimas fatais está o piloto Henrique Martin, que se apresentava na internet como um grande amante da aviação.

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A segunda passageira que perdeu a vida no desastre aéreo foi identificada como a pesquisadora alemã Lydia Möcklinghoff. Ela era reconhecida como especialista em tamanduá-bandeira e já desenvolvia trabalhos científicos na região do Pantanal há mais de 20 anos.

O avião caiu por volta das 6h30 nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, situado na saída para Três Lagoas. O piloto Henrique Martin concluiu o seu curso de formação no ano de 2019 e deixa a esposa e uma filha.

Dinâmica do acidente e fatores meteorológicos

Segundo as informações iniciais divulgadas pela corporação dos bombeiros, a aeronave decolou de um aeroporto e tentou pousar em uma pista privada. O destino final da viagem era o Pantanal de Mato Grosso do Sul, mas as condições do tempo mudaram na região.

A principal suspeita das equipes de resgate é de que o condutor tenha buscado essa pista alternativa devido à baixa visibilidade provocada pela neblina matinal. Testemunhas que trabalham em um hangar dessa propriedade particular relataram que escutaram o barulho de uma forte explosão antes da queda.

Local da queda e investigações das autoridades

Os destroços do avião foram localizados em uma área de vegetação bastante próxima ao condomínio residencial conhecido como Terras do Golfe. Para o atendimento imediato da ocorrência, a corporação militar enviou duas equipes de bombeiros ao ponto exato do acidente.

O socorro aos tripulantes incluiu também o deslocamento rápido de uma unidade de resgate e de uma viatura específica de combate a incêndio. As circunstâncias reais e os fatores que motivaram a queda serão devidamente investigados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).