Estas são as armas do arsenal encontradas pela Polícia Federal na casa de Jair Bolsonaro

PF faz nova operação na casa de Bolsonaro e decisão de Moraes provoca reação imediata de aliados.

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A Polícia Federal realizou uma nova operação na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A diligência teve como objetivo verificar se ainda existiam armas, munições, acessórios ou documentos ligados ao armamento registrado em nome do ex-presidente. A medida ocorreu depois que o magistrado identificou inconsistências nas informações apresentadas pela defesa sobre o destino de parte do acervo. Os advogados afirmaram que nenhum material irregular foi encontrado durante a ação.

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Segundo a decisão de Moraes, a divergência entre os dados constantes no processo e as informações posteriormente encaminhadas pela defesa tornou indispensável a busca domiciliar para garantir o cumprimento integral da determinação judicial referente à entrega das armas e eliminar qualquer dúvida sobre eventual posse direta ou indireta do armamento por Bolsonaro.

Defesa muda versão sobre localização das armas

Na véspera da operação, os advogados comunicaram ao STF onde estavam as duas armas que ainda não haviam sido localizadas. A defesa sustentou que as dez armas registradas em nome de Bolsonaro já estavam sob custódia de órgãos públicos ou tinham localização conhecida pelas autoridades. Entre elas estão seis pistolas, duas carabinas e duas espingardas. Parte desse acervo, incluindo dois fuzis recebidos como presentes dos Emirados Árabes Unidos durante a Presidência, já havia sido entregue por determinação do Tribunal de Contas da União.

Um dos advogados do ex-presidente, João Henrique de Freitas, avaliou nas redes sociais que era lamentável que um ex-presidente da República ainda fosse submetido a esse tipo de medida. A Polícia Federal também apreendeu uma espingarda localizada em Caxias do Sul (RS), após o responsável pela loja informar que o armamento permanecia guardado em sua residência. Outra arma segue sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.

Operação gera críticas e amplia embate político

A ação repercutiu entre aliados de Bolsonaro. Dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro afirmou que a operação representava uma tentativa de criar uma “cortina de fumaça” para dividir o noticiário enquanto buscava apoio internacional contra o tarifaço. Outros integrantes da oposição classificaram a medida como “espetacularização” e uma tentativa de “humilhação e constrangimento”. Já o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, considerou que houve “excesso de zelo” por parte de Alexandre de Moraes.