A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, declarou apoio público à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Em entrevista concedida conjuntamente à Folha de S.Paulo e ao portal UOL, a socióloga manifestou solidariedade às duas figuras políticas de oposição em decorrência de ataques virtuais e ofensas direcionadas a elas recentemente.
No pronunciamento, a atual primeira-dama pontuou que o combate à violência e à discriminação de gênero deve sobrepor as divisões partidárias e ideológicas do país. Durante a abordagem do tema, Janja da Silva enfatizou a importância do amparo mútuo entre as cidadãs brasileiras diante de contextos agressivos.
Apoio à Michelle Bolsonaro
A primeira-dama destacou que as mulheres não devem se desvincular desse apoio recíproco, independentemente de suas respectivas posições partidárias. Ela declarou de forma direta: “Primeiro, total solidariedade a elas, qualquer mulher agredida não pode soltar a mão, não importa qual é o campo ideológico delas“.
A primeira-dama também argumentou que o preconceito de gênero se manifesta em múltiplas esferas e não está restrito a uma única corrente de pensamento político. Ao tratar do Pacto Nacional do Feminicídio, iniciativa governamental de enfrentamento à violência extrema contra mulheres, ela afirmou: “Não tem direita, nem esquerda, conservador ou progressista“.
Defesa do PL
Janja defendeu a necessidade de aprovação de um Projeto de Lei (PL) focado especificamente na criminalização de atos de misoginia. Para fundamentar a necessidade da medida, a primeira-dama apresentou dados sobre a distribuição demográfica e social da violência doméstica e familiar contra as mulheres no território nacional, assinalando que 43% das vítimas de violência são integrantes da comunidade evangélica.
