Lula autoriza Forças Armadas nas eleições de 2026 e detalhes da medida vem à tona

Medida publicada no Diário Oficial define atuação militar no processo eleitoral e movimenta os bastidores da disputa presidencial.

PUBLICIDADE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto autorizando o emprego das Forças Armadas para apoiar a realização das eleições de 2026. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (21) e prevê que militares possam atuar para garantir a votação, a apuração dos votos e oferecer suporte logístico durante todo o processo eleitoral. A definição dos locais e do período de atuação ficará sob responsabilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

PUBLICIDADE

A participação das Forças Armadas em eleições não é inédita e costuma ocorrer principalmente em regiões de difícil acesso. Em pleitos anteriores, os militares auxiliaram no transporte de urnas eletrônicas, servidores da Justiça Eleitoral e reforçaram a segurança em locais estratégicos, especialmente em comunidades indígenas, ribeirinhas e áreas isoladas do país.

TSE definirá onde militares atuarão durante o pleito

Com o novo decreto, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral estabelecer em quais municípios e por quanto tempo o apoio militar será necessário. A atuação tem como objetivo garantir o funcionamento da estrutura eleitoral, assegurando que o material e as equipes cheguem aos locais de votação e apuração, sobretudo em áreas com desafios logísticos.

As eleições de 2026 estão marcadas para 4 de outubro e mobilizarão aproximadamente 158 milhões de eleitores aptos a votar. Estarão em disputa os cargos de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Caso nenhuma candidatura alcance os requisitos previstos para a eleição presidencial e para os governos estaduais, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

Crescimento do eleitorado amplia desafio da Justiça Eleitoral

Desde as eleições de 2022, o número de eleitores aumentou cerca de 1,5%, com destaque para a Região Norte, que registrou o maior crescimento proporcional e passou a concentrar 8,26% do eleitorado nacional. O avanço reforça a importância da estrutura logística planejada pela Justiça Eleitoral para garantir que a votação aconteça de forma eficiente em todas as regiões do Brasil.