Helen Kelly de Lima Pedrosa, de 45 anos, ex de PM investigada no caso da troca de taças, saltou do quarto andar do prédio onde reside, em Recife. O fato ocorreu na noite de quarta-feira, quando agentes da Polícia Civil chegaram ao local para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. Ao ser informada sobre a detenção, a mulher solicitou aos policiais para ir ao quarto trocar de roupa e, em seguida, atirou-se da janela do apartamento.
Após a queda, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado para prestar os primeiros socorros. A equipe médica encaminhou a investigada para o Hospital da Restauração, na capital pernambucana, onde ela permanece internada sob escolta policial. Até o momento, as autoridades de segurança e a unidade de saúde não divulgaram boletins oficiais detalhando o estado clínico da paciente.
Entenda o caso da troca de taças envolvendo o PM José Maria
A investigação contra a mulher começou após o cabo da Polícia Militar José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, falecer no interior do imóvel dela, em junho. Na ocasião, o agente foi ao condomínio após o expediente e pediu permissão para entrar, contrariando uma medida protetiva vigente que o impedia de frequentar o local. A ex-companheira autorizou o acesso e ambos passaram a madrugada consumindo energético.
O advogado Yuri Bold, que representava a mulher na época, relatou que ela utilizava marcações nos recipientes por alugar quartos do imóvel. “Os copos dela são todos marcados. Ela pegou uma taça para ela e outra para ele. Em determinado momento ele pediu que ela fosse buscar gelo. Quando voltou, ela percebeu que a taça dela não estava mais onde havia deixado e que parecia ter sido trocada”, declarou. Ela aguardou o policial ir à varanda guardar o coturno e desfez a alteração. “Ela trocou novamente as taças porque ficou desconfiada com o que tinha visto”, explicou a defesa.
Qual a causa que fez o PM José Maria falecer após a troca de taças
Horas após o episódio com as bebidas, o militar começou a apresentar mal-estar físico, com espuma na boca e lábios arroxeados. Profissionais da corporação foram chamados ao endereço, mas o agente já havia falecido quando o socorro chegou. As autoridades recolheram as taças e amostras dos líquidos para análise pericial. O exame toxicológico realizado no corpo do policial apontou resultado negativo para entorpecentes, mantendo a causa do óbito sob apuração pelas equipes investigativas.
