Menino morre após bolada na cabeça em escola e caso acende alerta; ficar atento aos sinais é fundamental

Bernardo levou bolada, ficou bem, mas depois passou mal na sala de aula e morreu.

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A morte de Bernardo, de 11 anos, após sofrer uma pancada na cabeça durante uma atividade em uma escola municipal de Bertioga, no litoral de São Paulo, reacendeu o debate sobre os riscos de traumas cranianos em crianças. O menino foi atingido por uma bola, voltou para a sala de aula e, pouco tempo depois, passou mal e caiu novamente, batendo a cabeça.

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Especialistas alertam que lesões desse tipo podem evoluir de forma silenciosa e exigem atenção mesmo quando os primeiros sintomas parecem leves. Dependendo da força do impacto e da região atingida, pode ocorrer uma hemorragia interna capaz de colocar a vida do paciente em risco. Um dos quadros mais preocupantes é o hematoma epidural, provocado pelo rompimento de uma artéria localizada próxima às têmporas, o que aumenta a pressão dentro do crânio e pode levar a lesões graves no cérebro.

Intervalo lúcido

Os especialistas explicam que, em alguns casos, a vítima apresenta o chamado intervalo lúcido. Após a pancada, a pessoa parece estar bem, conversa normalmente e não demonstra sintomas importantes, mas o sangramento continua evoluindo de forma interna.

Quando a pressão intracraniana aumenta, o quadro pode piorar rapidamente, provocando perda de consciência, coma e até a morte caso não haja intervenção médica em tempo hábil. Os médicos orientam que qualquer pessoa que sofra um trauma significativo na cabeça permaneça em observação durante pelo menos 24 horas.

Sinais de alerta

Entre os principais sinais de alerta estão sonolência excessiva, confusão mental, perda de consciência, vômitos, dor de cabeça intensa, dificuldade para falar, fraqueza e alterações no comportamento. Caso esses sintomas apareçam, a realização de exames de imagem, como a tomografia, é considerada fundamental para identificar possíveis hemorragias e definir a necessidade de cirurgia.

Segundo a família, Bernardo não tinha problemas de saúde antes do acidente. Após passar mal na escola, ele foi levado para atendimento médico, mas os parentes questionam a conduta adotada durante o socorro e apontam uma possível falha na intubação. A Prefeitura de Bertioga informou que o estudante recebeu atendimento de emergência antes de ser transferido ao hospital, lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares. Enquanto isso, exames complementares e a investigação sobre o caso seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.