O desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, chegou a um desfecho trágico nesta sexta-feira (21), quatro meses depois de as jovens serem vistas pela última vez no Paraná. Os corpos foram localizados em uma área de mata próxima à Estrada do Porto, em Paraíso do Norte, na região Noroeste do estado. A confirmação encerrou uma longa espera das famílias, que ainda mantinham esperança de encontrar as duas com vida.
Um dia antes da localização dos corpos, as mães das jovens ainda aguardavam por respostas e alimentavam a expectativa de reencontrá-las. Após a confirmação da morte, Maria, mãe de Letycia, concedeu uma entrevista à Rede Massa | SBT e falou sobre a dificuldade de compreender tudo o que aconteceu. Muito emocionada, ela afirmou que, apesar da dor, mantém sua fé e agradece pelo período em que pôde conviver com a filha.
Mãe desabafa e demonstra fé em Deus
“Eu ainda confio muito em Deus, ele me deu a oportunidade de viver com ela por 18 anos e eu só tenho que agradecer a Deus. A tristeza vai ficar no meu coração… eu tinha esperança, mas no fundo eu já sabia”, declarou Maria. De acordo com a investigação, a localização dos corpos foi indicada por Michel, conhecido como Magrão, apontado como comparsa de Clayton Antonio da Silva Cruz.
Michel foi preso em Umuarama nesta sexta-feira (21) e teria levado os policiais até o ponto onde as jovens estavam enterradas. Clayton, considerado um dos principais suspeitos do caso, morreu durante uma operação do grupo TIGRE, da Polícia Civil, em Mandaguari, após um confronto com os agentes. A investigação passou a tratar o desaparecimento como um duplo homicídio.
Primas haviam desaparecido em abril
Letycia e Sttela desapareceram na madrugada de 21 de abril, depois de saírem acompanhadas de Clayton. As investigações apontam que as jovens estiveram em diferentes cidades antes de desaparecerem, incluindo Cianorte, Jussara e Paranavaí. Uma das linhas investigadas é a de que Clayton teria tentado estabelecer contato íntimo com uma das jovens e sido rejeitado.
Uma ex-companheira dele também chegou a ser presa sob suspeita de ajudá-lo na fuga. Agora, com a localização dos corpos, a Polícia Civil deverá avançar na apuração das circunstâncias das mortes e da participação de cada suspeito.
