A vereadora paulistana Ana Carolina Oliveira, mãe da pequena Isabella Nardoni, vítima fatal aos cinco anos de idade em 2008, divulgou recentemente um vídeo em suas plataformas digitais. Nele, a mãe desabafa sobre a tragédia e roga para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da criança, respectivamente, sejam novamente encarcerados. Essa súplica surge em um momento crucial, enquanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) avalia um pedido para que ambos voltem ao regime fechado.
Divulgado na última sexta-feira (28/8), o vídeo expressa a profunda angústia de Ana Carolina. “Torço para que esses dois voltem para a cadeia, de onde eles nunca deveriam ter saído“, declarou a mãe.
STJ avalia retorno ao regime fechado
A Quinta Turma do STJ iniciou a análise do pleito de regressão de pena desde a quinta-feira anterior (27/8). A expectativa é que o julgamento, conduzido virtualmente e sob a relatoria do ministro Ribeiro Dantas, se estenda até a próxima quarta-feira (2/9).
A solicitação de retorno ao regime prisional mais rigoroso foi apresentada pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+. A entidade alega que o ex-casal estaria desrespeitando as condições estabelecidas pela Justiça após a progressão de suas sentenças. Entre os argumentos levantados no recurso, encontram-se questionamentos acerca da rotina profissional de Alexandre Nardoni, sua presença em locais em horários supostamente não permitidos e inconsistências sobre o endereço fornecido por ele ao Poder Judiciário.
Associação questiona cumprimento da pena
Adicionalmente, o recurso faz menção a relatos de moradores de Santana, bairro da zona norte da capital paulista, e do município de Barueri, na região metropolitana, que atestam a circulação de Nardoni e Jatobá em ambas as localidades. “Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não foram absolvidos. Eles continuam condenados por um crime que marcou profundamente o Brasil. O que estamos questionando é se as regras estabelecidas para o cumprimento da pena em regime aberto estão sendo devidamente respeitadas. Diante dos indícios apresentados, entendemos que a Justiça precisa investigar e adotar as medidas necessárias“, enfatizou o deputado estadual suplente Agripino Magalhães Júnior, presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+.
