A Polícia Civil do Espírito Santo investiga um atacante do Vasco, identificado como David Corrêa, conhecido como “DVD”, por suspeita de envolvimento com financiamento de tráfico de drogas. O caso veio à tona após a descoberta de que seu ex-empresário, Édson Vander da Silva Júnior, de 32 anos, acumulava duas funções: administrava a carreira e as finanças do atleta, e ao mesmo tempo comandava o tráfico de drogas no bairro Serra Dourada 3, na Serra, região metropolitana de Vitória.
Conforme revela a investigação, Édson foi preso por envolvimento em uma tentativa de homicídio ocorrida em março de 2024. “O investigado tinha como agente um traficante. Ele controlava a vida financeira, a carreira do investigado, e era um traficante também”, afirmou o delegado Rodrigo Sandi Mori, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa da Serra. As mensagens encontradas no celular do ex-empresário são peças-chave no inquérito.
Conteúdo das mensagens que envolve o atacante do Vasco
Entre as conversas, há trechos que geraram preocupação às autoridades. Em uma delas, após receber informações sobre o estado de saúde de uma vítima de atentado, o jogador teria respondido: “Ele mereceu tomar uns tiros mesmo”. Em outra troca de mensagens, quando o empresário enviou uma foto de uma pistola de grosso calibre, o atacante teria comentado: “Tem que matar um para ver de qual é”.
Também foi identificada uma mensagem relacionada ao veículo usado no atentado, na qual um comparsa pedia dinheiro em espécie para trocar o carro utilizado no crime. O caso começou a ser investigado a partir de uma tentativa de homicídio registrada em 15 de março de 2024, quando criminosos sequestraram um jovem, colocaram-no em um veículo clonado e atiraram contra suas costas. A vítima sobreviveu fingindo estar morta e depois ajudou a polícia a identificar os autores do ataque.

Operação com 120 policiais em ação, denominada: A Tropa
A análise do material apreendido levou à Operação “A Tropa”, deflagrada no dia 31 de agosto, com cerca de 120 policiais em ação. Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária, distribuídos pelo Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal.
A investigação continua em andamento e o inquérito segue em sigilo. A suspeita de que o jogador tenha financiado atividades do grupo criminoso ainda não foi confirmada definitivamente, e as autoridades não divulgaram outros detalhes enquanto o processo não for concluído.
