A relação entre o atacante David Corrêa, conhecido como “DVD”, do Vasco, e seu ex-empresário ganha contornos sérios conforme avançam as investigações no Espírito Santo. Édson Vander cuidava da carreira e das finanças do atleta e, ao mesmo tempo, comandava o tráfico de drogas no bairro Serra Dourada 3, na Serra, região metropolitana de Vitória. A descoberta de mensagens entre os dois levantou suspeitas de que o jogador respondeu com tom criminoso, conteúdo que agora veio à tona.
Conforme informações veiculadas pelo portal Jogada10/Terra, o caso começou após uma tentativa de homicídio em março de 2024, que levou à prisão de Édson. O delegado Rodrigo Sandi Mori, da Divisão Especializada de Homicídios da Serra, confirmou que o suspeito “controlava a vida financeira, a carreira do investigado, e era um traficante também”. A partir daí, a polícia passou a analisar conversas mantidas pelo jogador com o homem que gerenciava sua vida profissional e comandava o tráfico na região.
O que o atacante respondeu nas mensagens
Entre os materiais apreendidos estão as próprias respostas do jogador. Ao ser informado sobre o estado de saúde de uma vítima de atentado, o atacante respondeu: “Ele mereceu tomar uns tiros mesmo”. Em outra troca, quando Édson enviou uma foto de uma pistola de grosso calibre, o jogador comentou: “Tem que matar um para ver de qual é”.
Também foi identificada uma conversa sobre o veículo usado no atentado, na qual um comparsa pedia dinheiro para trocar o carro. O teor dessas mensagens é considerado de tom criminoso pelas autoridades e integra o conjunto de provas sobre possível envolvimento do atleta com o grupo.
Operação desdobra rede em quatro estados

As informações levaram à Operação “A Tropa”, deflagrada em 31 de agosto com cerca de 120 policiais. Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária, simultaneamente no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal. A investigação também apura a movimentação financeira entre os dois, com suspeita de que valores ligados à carreira do jogador possam ter sido usados para financiar atividades do tráfico.
A investigação segue em andamento com o inquérito em sigilo. Ainda não há confirmação oficial sobre envolvimento direto do jogador com o financiamento do tráfico, nem sobre acusações formais. As autoridades não divulgam novos detalhes enquanto os trabalhos não forem concluídos.
