O atual cenário político aponta que o candidato Carlos Viana lidera a disputa para o Senado em Minas Gerais, segundo o levantamento do instituto F5 Atualiza Dados divulgado nesta quarta-feira, 16 de setembro. O parlamentar registra 14% das intenções de voto na modalidade estimulada, ocupando a primeira posição de forma isolada. A pesquisa, registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número MG-09035/2026, ouviu 1.560 eleitores em todo o estado entre os dias 9 e 12 de setembro.
Logo atrás do líder, a corrida eleitoral apresenta um empate na segunda colocação. A candidata Marília Campos, representante do Partido dos Trabalhadores, e Domingos Sávio, do Partido Liberal, registram 12% da preferência do eleitorado cada um. O ex-governador Aécio Neves aparece na quarta posição com 9%, seguido por Marcelo Aro, que contabiliza 8%. O índice de eleitores que pretendem votar em branco, anular o voto, estão indecisos ou preferiram não responder atinge a marca de 38%, enquanto outros nomes somam 7%.
Crescimento de Carlos Viana e Domingos Sávio na pesquisa
O desempenho na primeira colocação reflete a atuação do parlamentar em pautas nacionais. O avanço nas intenções de voto coincide com sua participação na comissão de inquérito do INSS e seus posicionamentos sobre o Supremo Tribunal Federal e o Banco Master. Paralelamente, Domingos Sávio demonstra avanço ao consolidar o apoio do eleitorado conservador, o que permitiu alcançar a mesma pontuação da representante petista na disputa.
O cenário atual gera apreensão entre os dirigentes do Partido dos Trabalhadores em relação à candidatura de Marília Campos. Existe o receio interno de que ocorra um fenômeno semelhante ao das eleições de 2018, quando a ex-presidente Dilma Rousseff iniciou a campanha na liderança, mas não conseguiu a eleição devido à rejeição partidária. A dificuldade da candidata em atrair eleitores de outras vertentes políticas favorece a aproximação dos concorrentes diretos na busca pela vaga legislativa.
Impacto de Aécio Neves na disputa pelo Senado em Minas Gerais
Na reta final da campanha, a presença de figuras políticas tradicionais altera a distribuição dos votos. Aécio Neves utiliza o reconhecimento prévio de seu nome junto aos eleitores para garantir a quarta posição, embora os dados indiquem estagnação em seu crescimento. A entrada do ex-governador na disputa afetou diretamente o desempenho de Marcelo Aro, que perdeu espaço no eleitorado e caiu para a quinta colocação no levantamento estatístico.
