Frei Francisco Mafra, conhecido pelos fiéis como Frei Chico, morreu aos 75 anos após enfrentar complicações provocadas pelo avanço da doença de Alzheimer. O religioso construiu uma trajetória de mais de cinco décadas dedicada à vida religiosa e ao trabalho pastoral em Santa Catarina. Sua atuação ficou marcada pela passagem por diferentes comunidades e pelo contato próximo com os fiéis.
Natural de Petrolândia, no Alto Vale do Itajaí, Frei Chico teve uma longa trajetória dentro da Ordem Franciscana. Foram 51 anos de profissão religiosa e 46 anos como sacerdote, período em que exerceu funções como pároco, vigário e guardião em diferentes regiões do Estado. Entre as cidades onde trabalhou estão Porto União, Balneário Camboriú, Curitibanos, Santo Amaro da Imperatriz e Blumenau.
Sinais do Alzheimer
A relação com a comunidade de Blumenau ganhou destaque em sua trajetória. A partir de 2006, o religioso passou a atuar na região ligada à Diocese de Blumenau, onde permaneceu durante 16 anos, até 2021. Ao longo dos anos, sua presença também se estendeu a outras comunidades catarinenses, onde participou de atividades pastorais e manteve contato direto com os moradores.
Os primeiros sinais do Alzheimer surgiram em 2022, quando Frei Chico deixou o convívio pastoral direto para retornar à convivência com os irmãos franciscanos e receber acompanhamento de saúde. Com o avanço da doença e das limitações físicas, ele foi transferido para a Fraternidade São Francisco de Assis, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, estrutura destinada ao atendimento de religiosos que necessitam de cuidados permanentes.

Manifestações após a morte de Frei Chico
A morte provocou manifestações de pesar entre pessoas que conviveram com o religioso em diferentes momentos de sua trajetória. Moradores e paroquianos relembraram a participação de Frei Chico em momentos importantes de suas vidas e destacaram o carinho construído ao longo das décadas. Uma das homenagens publicadas após a morte resumiu o sentimento deixado pelo religioso. “Frei Francisco Mafra deixou um grande legado em nossas vidas, um instrumento de Deus, cumpriu a sua missão neste mundo”, escreveu uma moradora de Rio Negrinho.
