A aprovação da redução do limite de estrangeiros, que passará de nove para oito atletas por partida a partir de 2027, gerou desdobramentos no planejamento do Flamengo. Durante reunião na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os clubes das Séries A e B decidiram pela mudança. A diretoria rubro-negra votou contra a medida, pois o plantel atual já ultrapassa a cota, contando com dez jogadores nascidos fora do país. A situação obriga a comissão técnica a cortar nomes a cada rodada do Campeonato Brasileiro e impactará a próxima janela de transferências.
O excesso de atletas internacionais ocorreu devido a um imprevisto no mercado. A transferência de Plata para o Dínamo Moscou estava encaminhada, mas foi cancelada após o clube russo alegar reprovação nos exames médicos. Antes da desistência, o Flamengo já havia contratado Valencia e Joaquín Freitas. Com a permanência de Plata, o grupo passou a ter dez estrangeiros, incluindo Rossi, Varela, De la Cruz, Saúl, Pulgar, Arrascaeta e Carrascal.
Como o limite de estrangeiros afeta a janela do Flamengo
Diante do novo cenário, a diretoria avalia o futuro de algumas peças. Plata segue com mercado e busca uma nova equipe, enquanto Saúl indicou a possibilidade de sair caso não receba minutos em campo. O meia De la Cruz, pouco utilizado por questões físicas, pode ser negociado para recuperação do investimento. Por outro lado, Pulgar e Arrascaeta são tratados como inegociáveis. Rossi negocia a extensão de contrato, e Varela possui acordo até o final do próximo ano.
O clube também mantém a estratégia de captar jovens talentos para a base, como o argentino Juan Sayago e o mexicano Diego Reyes, contratados para o sub-20. Para tentar amenizar a cota no time principal, Arrascaeta e Rossi iniciaram os trâmites para a obtenção da cidadania brasileira. No entanto, nenhum dos processos foi concluído até o momento, mantendo ambos na contagem oficial de atletas internacionais.
Por que o presidente Bap votou contra a regra da CBF
A postura contrária do Flamengo na votação foi fundamentada em questões de mercado. O presidente Bap argumentou que as equipes encontram dificuldades para contratar destaques nacionais devido à regra que limita a transferência de jogadores que já disputaram 12 partidas no Brasileirão. O dirigente solicitou a flexibilização dessa norma, justificando que a restrição obriga a busca por reforços no exterior. Como a CBF recusou abrir a votação sobre esse tema, o clube votou contra a redução da cota.
