Os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram nesta segunda-feira uma redução no número de estrangeiros que podem ser relacionados por partida. A regra, que atualmente permite até nove jogadores de outros países, passará a admitir oito em 2027. A mudança atinge diretamente o Flamengo, que encerrou a atual temporada com dez estrangeiros no elenco e já precisa deixar um deles fora das partidas do Brasileirão. O cenário pode ganhar ainda mais peso no planejamento da próxima janela de transferências.
Entre os jogadores estrangeiros estão Rossi, Varela, De la Cruz, Saúl, Pulgar, Arrascaeta, Plata, Valencia, Joaquín Freitas e Carrascal. Rossi e Arrascaeta chegaram a iniciar processos para obter a cidadania brasileira, mas nenhum dos dois concluiu a mudança. Com isso, ambos continuam ocupando espaço na conta de atletas estrangeiros. A situação ficou mais apertada depois que uma negociação envolvendo Plata não foi concluída, justamente quando o clube já havia acertado as chegadas de Valencia e Freitas.
Plata e o efeito da transferência frustrada no Flamengo
A saída de Plata para o Dínamo Moscou chegou a ser encaminhada, mas o negócio não avançou depois que o clube russo alegou que o atacante havia sido reprovado nos exames médicos. Sem a transferência, o equatoriano permaneceu no elenco e contribuiu para que o Flamengo ultrapassasse o limite vigente de estrangeiros. O jogador ainda buscou uma nova oportunidade no mercado após deixar a Rússia, mas não conseguiu concretizar outra negociação.
Outros nomes também podem entrar nas discussões sobre o futuro do elenco. Saúl admitiu a possibilidade de deixar o clube caso não tenha espaço suficiente, enquanto De la Cruz, utilizado com menor frequência por questões físicas, pode ser negociado para que o Flamengo recupere parte do investimento feito. Pulgar renovou contrato até o fim de 2028 e é considerado inegociável, assim como Arrascaeta. Rossi conversa pela ampliação do vínculo, Varela tem contrato até dezembro de 2027 e Carrascal recuperou importância depois de um começo de ano irregular.
Flamengo também contestou a mudança durante reunião da CBF
Na reunião que definiu a alteração, Bap apresentou a posição do Flamengo e tentou colocar em discussão outra regra: o limite de 12 jogos para transferências de jogadores dentro do Brasileirão. Segundo a reportagem, o dirigente argumentou que a restrição dificulta a contratação de atletas de outros mercados e pediu que a limitação também fosse flexibilizada. A CBF não colocou o tema em votação por ele não estar previsto na pauta. Como reação, Bap votou contra a redução do limite de estrangeiros e contra o aumento gradual do número de jovens sub-23 nas listas dos clubes. A entidade afirmou que avaliará posteriormente a sugestão apresentada pelo presidente do Flamengo.
