O Corinthians voltou a viver um momento de tensão nos bastidores nesta semana. O caso envolvendo a utilização de recursos do clube para serviços de segurança particular ganhou um novo capítulo e passou a exigir atenção da direção e dos envolvidos no processo.
A defesa do presidente Osmar Stabile já havia apresentado argumentos à Justiça para contestar as acusações e explicar a contratação da empresa responsável pela segurança. Segundo os advogados, a medida estaria relacionada às ameaças recebidas pelo dirigente e por seus familiares durante o exercício da presidência.
Ministério Público mantém pedido de afastamento de Osmar Stabile
O Ministério Público de São Paulo voltou a se manifestar contra os argumentos apresentados pela defesa de Osmar Stabile e manteve o pedido para que o presidente do Corinthians seja temporariamente afastado de suas funções. A promotoria sustenta que recursos do clube teriam sido utilizados para custear serviços de segurança considerados particulares, inclusive em benefício de familiares do dirigente.
Na nova manifestação, o MP também solicitou novamente restrições de acesso às dependências do Corinthians, contato com pessoas relacionadas ao caso e deslocamento. A defesa, por outro lado, pediu que as medidas sejam rejeitadas e argumentou que eventuais restrições deveriam ser limitadas às testemunhas indicadas no processo.
Caso envolve contrato de R$ 65 mil mensais
Segundo a defesa, o contrato com a Bear Security foi firmado em março de 2026 e previa seis postos de segurança, durante 16 horas por dia, pelo custo mensal de R$ 65 mil. Os advogados afirmam que a proteção foi contratada devido a riscos relacionados ao exercício da presidência e às ameaças direcionadas ao dirigente e sua família.
O Ministério Público, entretanto, questiona a utilização dos recursos e afirma que os pagamentos à empresa começaram ainda em julho de 2025, antes da formalização do contrato. Na denúncia, a promotoria pede que Stabile ressarça R$ 721.194,66 aos cofres do Corinthians e também solicita R$ 540.895,99 por danos morais.
Até o momento, o pedido de afastamento depende de decisão judicial. A existência da denúncia e das acusações do Ministério Público não representa condenação, e a defesa de Stabile nega que tenha ocorrido apropriação de valores do clube. O caso seguirá sendo analisado pela Justiça, que deverá decidir sobre as medidas solicitadas pela promotoria.
