A sessão da Câmara Municipal de Balneário Camboriú (SC) terminou com uma discussão envolvendo o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL). O parlamentar pediu o abono de uma ausência para evitar o desconto correspondente no subsídio. O requerimento acabou rejeitado por 10 votos a 5, com uma abstenção, mantendo a falta sujeita ao abatimento previsto pelo regimento.
O pedido foi baseado no artigo 37 do Regimento Interno, que prevê desconto proporcional em caso de ausência, mas permite exceção quando existe motivo justificado aprovado pela maioria absoluta dos vereadores. Durante a votação, Marcelo Achutti (MDB) questionou a solicitação e afirmou que Jair Renan está em campanha para deputado federal e recebeu R$ 3 milhões do Fundo Eleitoral. Achutti também disse que, quando disputou uma eleição, optou por se licenciar do cargo.
“Agora, está em campanha eleitoral, recebeu R$ 3 milhões de fundo eleitoral e ainda quer que nós abonemos. Vão criar vergonha na cara os senhores vereadores”, afirmou.
O argumento apresentado pelo vereador durante a sessão
Após a decisão, Jair Renan explicou que suas ausências às quartas-feiras estão relacionadas às viagens a Brasília para visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao responder às críticas, afirmou que considera o pai um “preso político” e contestou a relação feita por Achutti entre suas faltas e os recursos destinados à campanha. Segundo Jair Renan, o dinheiro do fundo é utilizado para a campanha e eventual saldo é devolvido.
A discussão ocorre enquanto Jair Renan, de 28 anos, exerce o primeiro mandato como vereador e disputa uma vaga na Câmara dos Deputados por Santa Catarina nas eleições de 2026. O episódio também chama atenção porque o parlamentar já havia sofrido desconto salarial de aproximadamente R$ 4,5 mil por duas faltas anteriores na Câmara, referentes a sessões de julho.
O que muda agora no salário de Jair Renan
Com a rejeição do novo pedido, a ausência permanece sujeita ao desconto proporcional. O subsídio mensal de um vereador de Balneário Camboriú é de R$ 18.218,84. O caso reacendeu o debate local sobre frequência parlamentar durante o período eleitoral e provocou uma troca de críticas entre os dois vereadores no plenário.
