O eletricista Patrick M., de 31 anos, será julgado na Áustria acusado de homicídio pela morte da namorada, a influenciadora digital e maquiadora Stefanie Pieper, de 32 anos. O crime aconteceu em novembro de 2025 e, segundo as investigações, a vítima foi esfaqueada e estrangulada dentro do próprio apartamento. Depois, o corpo foi colocado em uma mala e levado para uma área de floresta próxima à fronteira com a Eslovênia.
Perícias realizadas durante a investigação apontaram que Stefanie pode ter permanecido viva após ser colocada no recipiente. Ferimentos no rosto indicaram uma possível tentativa de escapar da mala. Na ocasião, um porta-voz da promotoria afirmou: “É inteiramente possível que ela ainda estivesse viva quando foi colocada na mala”. O corpo acabou localizado uma semana após a data estimada do assassinato.
Desaparecimento levantou suspeitas
O desaparecimento de Stefanie chamou a atenção de amigos e familiares. Antes de sumir, a influenciadora esteve em uma festa de Natal e enviou mensagens a uma amiga relatando ter visto um homem estranho na escadaria do local. No dia seguinte, faltou a uma sessão de fotos previamente marcada, o que aumentou a preocupação de pessoas próximas. Um fotógrafo que trabalhava com Stefanie afirmou ao veículo austríaco 5Minuten: “Jamais teria simplesmente cancelado”.
Patrick foi localizado e preso na cidade de Šentilj, na Eslovênia, sendo posteriormente extraditado para a Áustria. O irmão e o padrasto do acusado chegaram a ser investigados por uma possível ajuda no transporte da mala, mas, segundo o jornal alemão Bild, não serão indiciados. Inicialmente, Patrick confessou o crime, mas depois mudou a versão e passou a afirmar que apenas teria ajudado a enterrar o corpo da ex-companheira.
Influenciadora reunia milhares de seguidores
Stefanie mantinha uma presença ativa nas redes sociais e reunia cerca de 45 mil seguidores no Instagram. O conteúdo publicado pela influenciadora era voltado principalmente para moda, beleza, maquiagem e seu trabalho criativo. Além dessa atuação, também trabalhava como cantora e compartilhava vídeos de covers de músicas em inglês. O julgamento deverá abordar as circunstâncias da morte e os acontecimentos que antecederam a localização do corpo.
