A poeta mineira Yeda Prates Bernis morreu neste sábado (26), aos 100 anos, poucos meses depois de completar um século de vida. Integrante da Academia Mineira de Letras desde 2007, a escritora construiu uma trajetória de quase seis décadas dedicada à poesia e deixou 13 livros publicados.
Nascida em Belo Horizonte em 15 de junho de 1926, Yeda era formada em Letras Neolatinas pela PUC Minas e iniciou sua trajetória literária em 1967, com o livro Entre o rosa e o azul. Ao longo da carreira, sua produção recebeu reconhecimento de escritores e críticos, e seus poemas chegaram a ser traduzidos para outros idiomas.
A morte foi comunicada por Rogério Faria Tavares, presidente emérito da Academia Mineira de Letras, instituição que Yeda passou a integrar ao ocupar a cadeira número 6. O velório da poeta será realizado neste sábado, das 12h às 16h, na Capela Fênix do Funeral House, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte.
Trajetória de Yeda Prates Bernis na literatura
A escritora publicou 13 obras ao longo de sua carreira, entre elas Enquanto é noite, Palavra ferida, Pêndula, Grão de arroz, O rosto do silêncio, À beira do outono e Cantata. Também fazem parte de sua produção os livros Anotações sobre Zen e Hai Kai, Encostada na paisagem, Viandante, Entressombras e Cercanias.

A poesia de Yeda ficou marcada pela atenção às pequenas coisas, às memórias, aos sentimentos e às experiências do cotidiano. Segundo Rogério Faria Tavares, a autora conseguia encontrar elementos poéticos em situações e objetos que poderiam passar despercebidos, característica presente em diferentes momentos de sua obra.
Poeta deixa legado na literatura mineira
Ao longo de sua trajetória, Yeda manteve contato próximo com nomes importantes da literatura e das artes de Minas Gerais, entre eles Bartolomeu Campos de Queirós, Carlos Herculano e Márcio Sampaio. No livro Cantata, publicado em 2004, sua produção recebeu textos de escritores como Antônio Candido, Abgar Renault, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Henriqueta Lisboa e Manoel de Barros.
A escritora também foi homenageada em junho de 2026, quando completou 100 anos, com registros sobre sua trajetória e sua contribuição para a poesia brasileira. Para Rogério Faria Tavares, a obra construída por Yeda ao longo de décadas permanecerá como parte de seu legado literário.
