Uma onda de calor que começou no último sábado (26) deve provocar temperaturas superiores a 40°C em diferentes áreas do Brasil nos próximos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno atinge regiões do Centro-Oeste, Sudeste e Sul e deve permanecer até a próxima quarta-feira (30).
A previsão indica que o calor ficará mais intenso entre este domingo (27) e terça-feira (29), período em que a área sujeita às temperaturas extremas deve aumentar gradualmente. Os maiores registros são esperados em partes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Piauí, Bahia, São Paulo e Minas Gerais.
A mudança nas condições do tempo deve começar na quarta-feira, com o avanço de uma frente fria pelo Sul do país. A passagem do sistema deverá contribuir para a redução das temperaturas em parte das regiões que estão sendo afetadas pela onda de calor.
Calor extremo deve atingir diferentes regiões
Mesmo após a chegada da frente fria, algumas áreas ainda poderão registrar marcas de 40°C ou mais. Entre os locais citados estão o leste de Mato Grosso, o sul do Pará, partes de Goiás e Tocantins, o noroeste de São Paulo, áreas do Vale do Rio São Francisco entre Minas Gerais e Bahia e o Piauí.
O Inmet ressalta que uma temperatura acima de 40°C, isoladamente, não é suficiente para caracterizar uma onda de calor. Para classificar o fenômeno, o instituto considera também a intensidade e a duração das temperaturas acima dos valores normalmente registrados em cada localidade.
Temperaturas acima de 40°C exigem atenção
Por esse motivo, regiões que não aparecem no aviso específico também podem enfrentar calor intenso nos próximos dias. Da mesma forma, locais com máximas abaixo de 40°C podem ser classificados como áreas sob onda de calor caso apresentem temperaturas persistentemente acima da média.
O Inmet citou ainda que 16 localidades monitoradas por estações meteorológicas automáticas atingiram ou ultrapassaram 40°C na última quinta-feira (24). O instituto explicou, porém, que esses registros não significaram necessariamente uma onda de calor, já que algumas dessas regiões possuem temperaturas naturalmente elevadas e não haviam cumprido os critérios necessários para a classificação do fenômeno.
