A participação de Lula no debate da TV Globo marcado para quinta-feira (1º) ainda não está definida. Segundo integrantes de sua campanha, o presidente avalia o formato do encontro e demonstra preocupação com a possibilidade de se tornar o principal alvo dos demais candidatos. A tendência apontada por aliados é de ausência, mas a decisão final ainda não foi anunciada.
A questão foi discutida nesta segunda-feira (28) por integrantes do núcleo da campanha petista. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que Lula deseja participar caso consiga estabelecer um confronto direto com Flávio Bolsonaro, e indicou que um modelo com longos intervalos entre perguntas poderia pesar contra a presença do petista.
O impasse que pode definir a estratégia dos dois candidatos
De um lado, aliados de Lula avaliam que o debate seria uma oportunidade para confrontar Flávio diante de uma grande audiência. De outro, há o temor de que o formato do primeiro turno permita ataques simultâneos dos demais concorrentes. Edinho resumiu a posição ao dizer que, se Lula fizer uma pergunta e precisar esperar muito tempo para voltar ao confronto, “evidente que esse confronto de ideias e de projetos não vai acontecer”.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro confirmou presença no debate, mesmo sem a garantia de que Lula comparecerá. A mudança ocorreu depois de a campanha inicialmente considerar condicionar a participação à presença do petista. No domingo, o candidato do PL lançou um desafio público ao adversário e afirmou: “Lula, eu quero você no debate da Globo. Vem debater comigo, porque eu vou esfregar a verdade na sua cara”.
Globo se aproxima do último debate antes do primeiro turno
O encontro está marcado para 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno. A legislação eleitoral estabelece regras para os convites feitos pelas emissoras, incluindo o critério de representação parlamentar. Até o momento, Flávio confirmou presença, enquanto a campanha de Lula mantém a decisão em aberto.
