A determinação do Governo Federal que proíbe a operação das plataformas de apostas gerou impactos diretos na organização financeira do Flamengo. Com o fim das bets, a diretoria rubro-negra informou que enfrentará obstáculos para quitar as parcelas referentes à contratação do meio-campista Lucas Paquetá e de outros cinco jogadores do elenco.
O presidente da instituição, Luiz Eduardo Baptista, confirmou que os valores em aberto estavam programados para serem pagos utilizando os recursos provenientes do patrocínio máster da equipe. Além de Lucas Paquetá, a lista de atletas com pagamentos pendentes atrelados a essa receita inclui Gonzalo Plata, Emerson Royal, Samuel Lino, Joaquín Freitas e Anthony Valencia.
Projeção financeira
O departamento financeiro do clube carioca projetava destinar aproximadamente R$ 40 milhões anuais do contrato de patrocínio para honrar esses compromissos ao longo das temporadas de 2027 e 2028. Essa verba era considerada fundamental para manter a capacidade de investimento no mercado da bola sem comprometer o fluxo de caixa diário da agremiação.
A situação financeira ganhou evidência quando o mandatário rubro-negro utilizou a transferência de Lucas Paquetá para exemplificar as barreiras geradas pela mudança na regulamentação do mercado de apostas. O jogador foi adquirido por um montante próximo a R$ 315 milhões, com um cronograma de parcelas estendido para os próximos anos.
Gestão dos pagamentos
Dentro dessa engenharia financeira, a diretoria chegou a antecipar as receitas previstas do patrocinador referentes ao ano de 2026. A estratégia da gestão era organizar o fluxo de pagamentos futuros apoiando-se na estabilidade do contrato vigente. A proibição repentina desestruturou essa programação, uma vez que a principal fonte de recursos para essas operações específicas de longo prazo foi inviabilizada pelas novas diretrizes governamentais aplicadas ao setor esportivo.
