A decisão do governo federal de encerrar as apostas de quota fixa e os jogos on-line provocou reação entre clubes de futebol. Dirigentes passaram a discutir medidas contra a medida provisória assinada na última sexta-feira (25) e chegaram a ameaçar uma paralisação do Campeonato Brasileiro enquanto as novas regras estiverem em vigor.
As articulações ganharam força na última segunda-feira (28), quando representantes de equipes passaram a buscar formas de contestar a decisão. Segundo o jornalista Marcel Rizzo, do Estado de S. Paulo, o movimento também levou o governo a tomar uma nova decisão: cancelar uma reunião que estava prevista com os clubes.
Clubes ameaçam parar o Brasileirão
A possibilidade de não entrar em campo seria utilizada pelos clubes como forma de pressionar o governo por medidas de transição. As equipes querem um período de adaptação para o fim dos contratos de publicidade envolvendo empresas de apostas, com prazo estimado entre seis meses e um ano.
Os dirigentes também pretendem cobrar uma posição mais ativa da CBF diante da mudança. Além da questão dos patrocínios, os clubes discutem os efeitos financeiros que a medida poderá provocar no futebol brasileiro e buscam alternativas para reduzir esse impacto.
Governo cancela reunião com dirigentes
A reunião que seria realizada entre representantes do governo e dos clubes acabou cancelada depois que dirigentes ligados principalmente a equipes do eixo Rio-São Paulo anunciaram que não participariam do encontro. Enquanto as negociações avançam, o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) apresentou um pedido para participar do processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida provisória. A iniciativa foi recebida de forma positiva por clubes que tentam barrar ou modificar os efeitos da decisão.
